quinta-feira, 2 de junho de 2011

Saia do armário e seja feliz

 Antes de começar a falar sobre esse tema, gostaria de agradecer carinhosamente o retorno que tive com a primeira postagem e lhes apresentar esse novo blog, que ficou mais interativo. Quem deu a dica foi minha amiga blogueira e parceira das cervejadas no Alternativo Pizza Bar Claudia Mantovani que escreve no Falar Francamente - Desabafos da Alma e a Pammela.
Atendendo a pedidos, gostaria de fazer uma análise sobre esse assunto tão atual desde a Alegoria da Caverna que está escrito na República de Platão, no capítulo 7, da qual Sócrates mostra a Glauco, irmão mais novo de Platão,   as pessoas que estão aprisionadas nessa caverna e só enxergam sombras projetadas na parede e tiram conclusões precipitadas daquilo que estão vendo.
A caverna hoje, foi substituída pelo armário, que ao meu ver, se tornou menor e mais claustrofóbico.
A música Mestre Jonas, do Sá, Rodrix e Guarabira, escrita nos anos 70 fala sobre a baleia da qual Jonas está inserido e nela ele diz que está mais seguro do que num grande navio fazendo dela sua casa e sua cidade. Falando com o Leandro Siriani um dia desses no quiosque do Free, tomando uma cerveja pra elevar as idéias, a tal música se encaixa perfeitamente no filme Durval Discos, de 2002, com a direção de Anna Muylaert. Fala sobre um vendedor de discos de vinil que insiste em vendê-los em plena ascensão do cd, onde ele ainda é submisso à mãe e não sai de casa em ocasião alguma.
O armário é uma metáfora das instituições da qual regem suas leis de forma moral. Podemos citar então: a família, como é abordado no filme; a igreja, o estado, empresas, academia, etc...Mas por quê academia??
Pois bem, na academia você faz o uso do seu corpo para se proteger do medo. Não estou incentivando a não terem uma boa saúde, mas sim no que você quer representar com ele para as pessoas. Já reparou como esses "narcisos" praticam o auto-sexo com os olhos? É engraçado. O medo está naquilo que não quer deixar transparecer. Mas no fundo, muito deles querem mesmo é dar uma voltinha com o poodle na esquina. Já ouviram o termo, essa coca é fanta? É isso.
Eu sou a favor da felicidade. Mas o que muitos ainda não se deram conta é que eles estão escondidos atrás de um conjunto de normas e estão preocupados com o que vão pensar sobre o que querem ser, pois se paga um preço muito alto em ser o que você tem vontade.
Sou um ateu declarado e vem a sociedade dizendo que eu sou a toa. A toa são pessoas que se conformam com aquilo e nem ao menos se dão ao trabalho de questionar aquilo que lhes são impostos. Somente os idiotas tem a resposta. Não fiquem assustados, o nosso carma é querer acreditar.
Defendo e faço apologia que peguem o machado ou dêem um belo de um empurrão nesse armário e respirem aliviados.
Dedico esse texto ao: Marcos Japão, Fell Phoenix, André Miranda e ao Juca.

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